Construção Civil em alta em 2012

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, há boas chances de o setor ser “o grande player” de 2012, com um crescimento projetado de 5,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do setor.

 

Mesmo com a crise européia aumentando e se refletindo nos resultados das eleições em França e Grécia, o otimismo persiste, baseado nos reflexos do Programa Minha Casa, Minha Vida, no mercado de imóveis destinados às classes média e baixa, além das obras da Copa de 2014, das Olimpíadas de 2016 e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“Nós somos um dos elementos da economia que ajudará o país a não sofrer todos os efeitos negativos da crise”, garantiu ele.

Existe a expectativa de que ocorra ingresso de capital estrangeiro não especulativo, com investidores tendo dificuldades na escolha de investimentos na Europa e com as medidas adotadas pelo governo brasileiro de reduzir de 6% para zero a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aplicações de estrangeiros em títulos privados (debêntures) de longo prazo, com prazos de vencimento superiores a quatro anos.

Mão-de-obra feminina

Com falta de mão de obra masculina diante de um cenário de avanço da construção civil, as mulheres estão entrando de forma crescente nesse mercado para suprir essa demanda.


Em cinco das cidades mais populosas da região nordeste paulista - Ribeirão Preto, São Carlos, Araraquara, Sertãozinho e Barretos -, a presença feminina na construção civil já responde por 8% do quadro de trabalhadores, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

O Sinduscon (sindicato da indústria) diz que a mão de obra feminina é bem aceita em áreas como assentamento de azulejos, revestimentos cerâmicos e eletricidade.

Região Nordeste

Recife teve em janeiro a menor taxa de desemprego (11,9%) da série histórica, iniciada em 1997. Em 12 meses, a região criou 126 mil vagas, expansão de 8,5%. A maior região pesquisada, a de São Paulo, cresceu 2%. Dessas 126 mil ocupações a mais, 34 mil foram na construção civil. Não teve o maior crescimento em números absolutos – o setor de serviços criou 78 mil –, mas a variação foi de longe a maior de todas: 36,6%.

Em Fortaleza, apesar de ligeira alta (de 7,7%, em dezembro, para 8,1%), a taxa de desemprego foi a menor para janeiro desde o início da série, três anos atrás. Em 12 meses, a região metropolitana perdeu 8 mil vagas (-0,5%), mas a construção civil criou 19 mil, uma expansão de 16,5%. A maior queda foi no comércio (-9%, com fechamento de 31 mil postos de trabalho).

Em Salvador, a taxa cresceu tanto no mês como na comparação com janeiro de 2011, atingindo 15%, a maior entre as sete áreas pesquisadas. A região abriu 17 mil ocupações, mas a exemplo das outras regiões a dinâmica foi determinada pela construção civil, que abriu 23 mil vagas, crescimento de 17,8%. A indústria eliminou 14 mil empregos (-9,4%) e o comércio criou 10 mil (3,7%).

fontes:

http://www.redebrasilatual.com.br
http://www.seesp.org.br
http://www.revistafundacoes.com.br


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