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Esgoto turbinado

Sistema desenvolvido no IPT reduz de 25% a 30% custo da construção de redes coletoras de esgoto. Capacidade de escoamento aumenta, ideal para áreas planas.


Dois terços da população urbana brasileira não contam com serviço de coleta de esgotos, segundo dados da Fundação IBGE. O tema é objeto de estudo do pesquisador Wolney Castilho Alves, da Divisão de Engenharia Civil do Instituto. Seu trabalho busca soluções para maximizar o uso dos recursos disponíveis para construção de redes coletoras de esgoto.

Um dos produtos da pesquisa foi o desenvolvimento de modelo matemático que simula em computador o escoamento de efluentes nas tubulações. "As equações descrevem o fenômeno real que ocorre, ou seja, um escoamento extremamente variado, não-uniforme. O projeto de rede coletora fica mais eficiente e econômico, pois permite a verificação de parâmetros hidráulicos de forma mais realista, em comparação com os métodos atuais de projeto."

Dispositivo – Para vencer a baixa declividade de algumas cidades brasileiras, problema que afeta o escoamento especialmente nas cidades litorâneas, chegou-se ao desenvolvimento de um dispositivo gerador de descargas, o DGD, que recebeu o Prêmio Governador do Estado – IPT 100 Anos – 1999. Ele permite que se diminua drasticamente o declive no assentamento das tubulações, reduzindo proporcionalmente os custos da obra. O DGD acumula material de esgoto num recipiente basculante que, de tempos em tempos, é acionado pela força da gravidade. "Ele promove descargas adicionais de líquidos nas cabeceiras das redes coletoras, aumentando sua capacidade de escoamento de sólidos e impedindo sua sedimentação."

Outra vantagem do dispositivo é a redução do uso de estações elevatórias de esgoto em áreas planas. Elas encarecem a obra e podem aumentar o consumo de energia. As aplicações dessa tecnologia são diversificadas. Segundo Wolney, podem interessar tanto às companhias de água e esgoto, como aos projetistas e fabricantes de componentes para o setor. "As companhias podem diminuir custos, os fabricantes podem investir no desenvolvimento de novos produtos, enquanto os projetistas diversificam sua atuação." O desenvolvimento contou com uma etapa de pesquisas laboratoriais feitas em Universidade da Escócia. A pesquisa contou com apoio financeiro da Fapesp, CNPq e Conselho Britânico.

fonte: www.ipt.br

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