
Foto
de O casarão que abriga o museu em foto de 1894
O
Museu Republicano “Convenção de Itu” completa
80 anos de existência. Inaugurado no mesmo dia da comemoração
do Cinqüentenário da Convenção de Itu, em
18 de abril de 1923, foi o primeiro museu de história criado
pelo governo do Estado de São Paulo.
No início da década de 1920, o Partido Republicano Paulista
(PRP) iniciou uma campanha com o objetivo de convencer o governo paulista
a comprar a casa em Itu onde tinha sido realizada a Convenção
Republicana de 1873. Essa reunião é considerada o momento
mais importante do processo de consolidação do movimento
republicano, nos anos finais da monarquia.
Quando Washington Luís assumiu o governo do Estado, a idéia
do museu virou realidade. Em 29 de dezembro de 1921, autorizou a compra
do antigo Solar dos Almeida Prado, destinando-o a “guardar os
objetos e documentos que se relacionem com a propaganda e com a proclamação
da República”. O negócio custou aos cofres públicos
a importância de 40 contos de réis.
Instalado, ele ficou subordinado ao Museu Paulista, como o setor da
instituição dedicado à história da República.
Com o Museu Paulista no status de instituição complementar,
ligou-se à Universidade de São Paulo, em 1934, e a ela
integrou-se definitivamente pela Lei 7.843, de 11 de março de
1963.
O
acervo
O
acervo guarda objetos, documentos iconográficos e textuais que
pertenceram ou estão ligados aos "convencionais", como
ficaram conhecidos aqueles que participaram da Convenção
Republicana. São objetos pessoais, mobiliário, inclusive
a mesa usada na reunião e obras de arte. O museu tem uma biblioteca
com um acervo estimado em aproximadamente 4.000 volumes entre livros
e teses e 142 títulos de periódicos abrangendo a temática
do museu, além de 23 títulos de jornais. Fazem parte desse
acervo cerca de 2 mil volumes pertencentes à Biblioteca Prudente
de Morais, doada na década de 20 por familiares do primeiro presidente
civil do Brasil.
Na visita ao museu é possível conhecer aspectos importantes
da vida política, cultural e social do período conhecido
como "República Velha", e ver a sala onde se deu a
reunião que desencadeou o movimento que iria modificar os destinos
do País.
serviço
Museu Republicano Convenção de Itu
Rua Barão do Itaim, 67 - centro
Telefone (011) 4023-0240
Sites: www.mp.usp.br/mr e www.itu.com.br
Funcionamento:
De terça a sábado, das 10h às 16h45
Domingo, das 9h às 15h45
No feriado de Páscoa estará aberto apenas na sexta-feira.
Entrada: grátis
Prédio pertenceu aos fazendeiros Almeida Prado
O
sobrado que abriga o Museu Republicano foi construído em meados
do século 19, pelos irmãos Carlos e José Vasconcelos
de Almeida Prado, ambos fazendeiros. Erguido em taipa de pilão
e pau- a-pique, o casarão de dois andares é um exemplar
da "arquitetura do café", um dos sobrados mais significativos
do patrimônio arquitetônico da cidade.
Ao
longo do tempo, o edifício sofreu inúmeras intervenções
de reformas. A primeira delas em 1867, quando perdeu o largo beiral
da fachada principal, na ocasião substituído por platibanda,
e recebeu o revestimento de azulejos portugueses, que conserva até
hoje.
Esforços para preservação do edifício surgiram
logo depois da proclamação da República em 15 de
novembro de 1889, com as ações pela preservação
da memória do Movimento Republicano.
Comprada pelo governo do Estado, a casa foi entregue a Afonso D’Escragnolle
Taunay para ser reformada e adaptada ao novo uso. Para organização
do museu, Taunay – que era diretor do Museu Paulista – determinou
algumas reformas dentro do código de obras da época, observando
as exigências sanitárias e de iluminação.
Alguns ambientes perderam sua estrutura original.
Concluída a obra, no cinqüentenário da Convenção
de Itu, Washington Luís inaugurou o museu, numa solenidade a
que compareceram representantes de todos os municípios, que haviam
participado da Convenção de 1873, deputados do PRP, secretários
de Estado, historiadores, jornalistas e escritores.
Taunay procurou reunir no Museu Republicano um acervo homogêneo,
adquirindo peças e documentos por encomenda, compra ou doação,
além de transferir objetos e documentos do Museu Paulista. No
ano passado, o prédio passou por nova reforma, sendo reinaugurado
em dezembro, quando também foi restaurado todo o acervo de Prudente
de Morais. O casarão tem 12 salas na parte superior e quatro
na parte térrea, onde se localizam, também, a área
de administração e a biblioteca.
Fonte: www.imesp.com.br
Da Agência Imprensa Oficial
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